segunda-feira, 28 de maio de 2012


O Movimento Nacional de Luta pela Moradia



Em julho de 1990, O Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), no I Encontro Nacional dos Movimentos de Moradia, com representação de 13 estados. Depois das grandes ocupações de áreas e conjuntos habitacionais nos centros urbanos, deflagradas principalmente na década de 80.
Vários apoiadores com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cáritas, Central de Movimentos Populares. Atualmente tem parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e vínculo com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).
O Movimento Nacional de Luta Pela Moradia (MNLM) tem a proposta de buscar acabar com o déficit habitacional, através do estímulo à organização e articulação nacional dos movimentos de luta pela moradia, desenvolvidos por sem-tetos, inquilinos, mutuários e ocupantes, unificando suas lutas pela conquista da moradia e o direito fundamental à Cidade. O debate da Reforma Urbana compreende não apenas a questão da casa, mas todo o seu contexto: educação, saúde, economia, trabalho, comunicação, meio ambiente, mobilidade urbana, relações humanas, etc. O movimento está organizado em 14 estados (Pará, Acre, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins, Paraná, Paraiba, Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal.
 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Movimentos Sociais e a Luta pela Moradia


As cidades nos oferecem um cenário em que as lutas sociais são significativas, pois além de um local de trabalho e moradia, é o palco em que as desigualdades sociais geram muitos conflitos.É também um produto
social e expressa a disparidade que é decorrente ao modo de produção capitalista, visível nas áreas residenciais. São ainda um lugar do cotidiano no qual convivem crenças,valores e mitos.

Nas cidades encontramos territórios diferenciados, que definem o lugar de cada cidadão e cada grupo, seria como um movimento de separação na qual atribui função social a cada localidade.Nos jornais e meios de comunicação tenta-se esconder o conflito, uma vez que as diferenças são visíveis o confronto  é mais acirrado.

As desigualdades sociais, expressam na concentração de renda, refletem a ausência de uma moradia digna para a população de menor poder aquisitivo.


A chamada "Questão Urbana" tem-se tornado cada vez mais num assunto de interesse nacional.A densidade populacional principalmente nas grandes cidades tem sido responsabilizada por violência e caos, de tal forma que a chamada "guerra de classes" torna-se impensável sem a marca do urbano.

O debate sobre moradia teve centralidade no Brasil a partir de reivindicações e manifestações de movimentos sociais que colocaram em cheque os problemas urbanos criados pelo processo desordenado de ocupação territorial.Um destaque para esses movimentos é que em 1988 a luta empreendida pelo MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia) é que pela primeira vez em nossa história o assunto foi debatido e elaborado na Constituição Federal um capítulo específico sobre política urbana.

Enfim, todos tem direito a moradia, na qual não se resume só em casa pra morar, mas sim, em estrutura básica como água,esgoto,coleta de lixo,escolas,bibliotecas,creches,áreas para lazer etc.Um direito que é garantido por lei.